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| 24/01/2008 16:05 - Proibição de jogos violentos divide opiniões. | | por legionario | outras |  | Além de difícil de ser cumprida, a ordem de um juiz federal de Minas Gerais que mandou proibir jogos de computador violentos reacendeu uma questão que divide especialistas de várias áreas. Jogos violentos podem influenciar a conduta de crianças e adolescentes? Um consenso parece distante, mas as famílias têm enorme importância na maneira como jovens lidam com esse tipo de conteúdo. |
|  | No Counter Strike , um dos jogos proibidos no Brasil, a fantasia tem detalhes realistas. Para o criador de jogos de computador, Ale Machado, é justamente isso que atrai o publico. "Uma oportunidade de realizar alguma coisa que não seria realizada na vida cotidiana do jogador", diz.
Ale acredita que o certo é impedir o acesso dos jogos mais violentos às crianças. E não proibir de maneira indiscriminada. No Brasil, a classificação dos jogos é feita pelo Ministério da Justiça. Há os que são liberados para todas as idades e outros para maiores de 16 anos. E alguns só para os maiores de 18 anos.
O Counter Strike , por exemplo, é indicado apenas para jogadores com mais de 18 anos. Mas nem sempre essa indicação por faixa etária é seguida. "Não é um tipo de produto especificamente para crianças, mas acho que no Brasil erroneamente se tem essa visão e se deixa a criança jogar qualquer tipo de jogo", acredita o criador de jogos.
Mas um jogo baseado em imagens violentas pode tornar violentas as pessoas que jogam? Depende dos contextos social e familiar, diz o psiquiatra Içami Tiba. Ele acredita que jovens que vivem num ambiente harmonioso e que não tenham tendência à violência não são influenciados pela agressividade dos jogos. "O Japão é exemplo disso. As pessoas jogam desde que nascem até altas idades e nem por isso são violentos na sociedade porque o japonês não tolera a violência", explica o psiquiatra.
O problema, na opinião dele, é que a violência no Brasil é muito presente. O que acontece na tela do computador muitas vezes faz parte da realidade de muitos jovens. “Sou a favor da proibição porque acho que ele faz mais mal para esse país do que bem porque o país não lida bem com a violência”, acredita Tiba.
A família de Felipe considera a proibição uma forma de violência. A mãe, a educadora Carla Asdorian, prefere que seja dela a responsabilidade de orientar os filhos. "Na minha família não vai mudar porque esta é minha casa. Este é o meu domínio e na verdade a responsabilidade da criação dos meus filhos é minha, não é do juiz", diz a professora Carla Asdorian.
O adolescente de 15 anos é fã dos jogos violentos, mas nunca teve problemas de comportamento em casa e na escola. "Violência eu não gosto, sou mais calmo e não gosto de briga nada. Violência só no jogo", diz Felipe. |
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